A Stress.fm fez umas perguntas. O Pedro e o Nelson da Príncipe foram gravados para uma emissão que podem escutar clicando na imagem abaixo.

Stress.fm asked a few questions. Pedro and Nelson from Príncipe were recorded for a broadcast you can access by clicking the image below.

STRESS FM_PRINCIPE

Dizem as lendas que ao falar de Chris Blackwell, o mítico fundador da Island Records, Robert Nesta Marley terá referido a vital importância de um tradutor. A emergência do reggae como ritmo e voz dominante na cultura global deve muito a esse instinto, a essa linguagem partilhada. O começo do futuro, na música mas também na política, é quase sempre um diálogo entre o inevitável e aqueles que o tornam óbvio.

À conversa com Nelson Gomes e Pedro Gomes, da Príncipe Discos, editora de renome crescente e da música de Lisboa a que muitos chamam batida, fala-se muito de transporte, de partilha, de um som novo que existia segregado da atenção colectiva. Essa zona turbulenta do cool, da surpresa e do entusiasmo, da transformação social através da cultura, encontra a Príncipe preparada e ciente do que é preciso fazer para facilitar a aparição irresistível de uma música urbana, electrónica, negra, veloz e em contacto com o século.

As palavras da Príncipe Discos não recusam, analisam, os ecos e as implicações políticas da divulgação da música de DJ Perigoso, DJ Maboku, DJ Kolt, DJ Firmeza, DJ Nigga Fox, Niagara, DJ Marfox, e muitos outros. A batida do ghetto soa agora demasiado alto para se ouvir só à noite, as noites regulares no MUSICBOX acrescentam uma nova soberania ao território do centro da cidade, uma geografia temporária que celebra os seus e recebe os demais. Uma pausa na separação.
A emergência deste futuro maior, em Lisboa, tem a marca herdeira do choque que precede a mudança, da tradução, do estilo intemporal dos ritmos dominantes.

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