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Sara Eckerson and brothers Antonio and Alberto Arruda are Niagara, a Portuguese trio who first appeared in 2011 with a six-track CDr via Dromos Records. Since then, they’ve affiliated themselves closely with Príncipe, the leading Lisbon-based label with a focus on artists based in the capital, including DJ Marfox, DJ Nigga Fox, and DJ Lycox—though Niagara’s new slowed-down house-oriented/post-punk aesthetic is a stark contrast to the fast-paced Kuduro and Batida rhythms of the aforementioned. Having debuted on Príncipe in 2013 with Ouro Oeste, they’ve returned with two EPs—2015’s Ímpar and 2016’s São João Baptista—and, most recently, a debut album, Apologia, a “patchwork of today’s moods of exotica” with some “sparse synth work reminiscent of Blade Runner’s skyline,” the label explains. Elsewhere, they’ve shared material via Videogamemusic [Canas; 2015], FTD, a London-based label run by Charles Drakeford, and their own Ascender, founded in 2015.

Their XLR8R podcast is a collection of ambient cuts, perfect for listening in the car or, even better, through headphones on a cold and rainy afternoon. It has a psychedelic feel to it, especially to begin with; abstract vocals and warped melodies reign early on but are soon joined by distorted beats, before these fade away as the mix reaches a close. It’s a mix that must be listened to closely for full effect, so put the headphones on and drift away.

What have you been up to recently?
We’ve been recording some new music and finishing up some new songs we want to put out next year.

You’ve just released your debut album via Príncipe. How do you feel it compares to your earlier work?
We feel it is the natural continuation of everything else we’ve done before.

When and where was the album recorded?
The album was recorded during last year. Although one of the songs is a little bit older. All the tracks were recorded and produced in our studio outside of Lisbon.

The album’s style is described as “Fourth World PLUS.” What do you mean by this?
Our friends at Príncipe came up with that term to describe the record. We believe they wanted to capture the general atmosphere of the record, that we believe is very varied.

When and where was this particular mix recorded?
This mix was recorded on October 6 in our studio, the same place where we recorded the album.

How did you select the records you included?
We picked tracks that are nice to listen to at home.

What was the process behind it—was it recorded in one take?
It was recorded all in one take, by mixing records into each other on two turntables and a mixer.

Was there a particular idea you were looking to convey?
We wanted the mix to generate a cool vibe, without a lot of peaks, but also without getting too monotonous.

What equipment did you record it on?
One old Behringer mixer and two Technics Sl 1210 mkii.

What else do you have coming up this year?
We don’t have any plans until the end of this year. But, beginning next year there will be some new music out on Ascender.

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There isn’t enough space on this page to accurately describe Lisbon-based record label, Principe. Each artist on their roster blends a dizzying array of world music styles to create a frenetic sound in both rhythm and design. In their roughly decade-long tenure as official representatives of contemporary Portuguese music, they have produced world-traveling superstars like Marfox and DJ Lilicox, artists that have truly done their part in reimagining the future of music. Their newest release is a full-length from longstanding associate Niagara, who injects the Kuduro and Batida-inflected beat structures with extra doses of IDM, making it possibly the most mind-bending piece of wax to exit their camp yet.

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Texto: Gonçalo Oliveira
Foto: Marta Pina

Para quem segue atentamente todas as iniciativas e cenas musicais que surgem em Portugal, o nome Marlon Silva vem rapidamente à cabeça por se tratar de um pioneiro no mais recente som luso-africano que emergiu da periferia da capital. Batida de Lisboa no Nova Batida? Não poderia fazer mais sentido do que isto e o ReB também “comprou” a ideia, tendo marcado presença nos dois dias do festival que se estreou em Portugal e aproveitando a oportunidade para ver, ouvir e falar com Marfox.

Em 2013, o DJ e produtor da Quinta do Mocho inaugurou o catálogo da Príncipe Discos com o EP Eu Sei Quem Sou. Cinco anos depois, a editora que ajudou a cimentar é uma das pérolas mais bem guardadas dos arredores de Lisboa, uma fonte inesgotável de talento e calor musical, que hoje tem condições para abrigar e promover novas promessas dessa electrónica com sabor a África, como é o caso de Nídia, por exemplo, que até já subiu a fasquia ao colaborar no último disco de Fever Ray com uma batida selvática que lhe valeu rasgados elogios da Pitchfork em época de balanços.

Marfox contou ao Rimas e Batidas que está neste momento a planear um novo projecto e também revelou que vai seguir as pisadas da sua colega, estando também ele a envolver-se criativamente na produção de canções para outros artistas. A britânica Georgia tem um novo disco em mãos, que será carimbado pela Domino Records, e vale a pena ficar alerta: o artista tem as suas impressões digitais em cinco faixas do projecto que irá suceder o homónimo álbum de estreia.

Tu ainda não tocaste e não sei se estás familiarizado com o Nova Batida. Já calhou ires à versão do festival em Inglaterra?
Ainda não.

Conheces bem este espaço do Village Underground, presumo. E até tem muito a ver com a tua música. É muito global. Já tens algumas impressões do festival que se está a estrear em Lisboa?
Sim. O nome está bastante ligado a esta nova música que nasceu em Lisboa. Música afro-descendente. Eles não pensaram duas vezes. É o que toda a gente fala lá fora — desde Buraka [Som Sistema] até Batida, DJ Satélite ou a Príncipe Discos. É este o novo som da cidade, que está a incendiar as pistas lá fora. Para mim faz todo o sentido terem a coragem de dar este nome “Nova Batida” a um festival. Sinto-me privilegiado por fazer parte do primeiro line-up deste festival.

É engraçado estares a dizer isso de um festival que vem de Inglaterra, até porque alguns dos turistas que cá vêm, e que estão a par da vossa música, mostram curiosidade em conhecer a Quinta do Mocho — o bairro, as cores, os graffitis, os soundsystems, os assados, as festas…
Não é sempre assim. [risos]

Claro. Como em qualquer zona. Mas acaba por ser esse o “filme” que se transmite para fora e acredito que condiga com o espírito de comunidade que vocês mantêm por lá.
Quando acontece, acontece. É festa da rija. Todo o bairro se sente privilegiado por isso. É um bairro que está a sofrer uma mudança, não tão rápida como se esperava por parte de algumas pessoas. Mas está a saber receber as pessoas de fora e isso tem sido fantástico. Acho que o próximo passo é tentar fazer festas ainda maiores por lá. Tentar acolher todos os turistas e todas as pessoas da cidade. Quem está na cidade, acho que deveria tentar perceber quem são estas pessoas do bairro e como é que elas vivem. Como é que fazem esta música. Acho que é importante. As pessoas sentem-se lisboetas, mas não conhecem Lisboa. Lisboa não é só o centro da cidade, é toda a periferia. Essas pessoas é que dão o toque a Lisboa. Dão-lhe a mística. Não é bem medo nem preconceito, mas as pessoas deviam despir-se de uma certa ideologia que está enraizada. Seguir em frente. Se em Londres se consegue ir visitar um club super restrito de grime e as pessoas se sentem felizes com isso, acho que aqui em Portugal se deveria visitar a Quinta do Mocho. Verem o que nós estamos a fazer. É um fenómeno da periferia.

E é precisamente na periferia que costumam ser criadas novas correntes artísticas Vai de encontro àquele conceito de conseguirmos olhar para dentro a partir de fora. Não estamos todos 24/7 ali no centro. Conseguimos analisar a cidade com outros olhos e relatá-la em música, palavras e outros tipos de arte.
Tem esse lado fantástico. E é engraçado eu dizer isto e ao mesmo tempo criticar: eu acho que esta música também só conseguiu ganhar esta estrutura e este peso porque nunca houve uma intervenção directa com esta música mais cedo. A música teve tempo para crescer, para ganhar a sua própria estrutura e o seu próprio meio de divulgação nas periferias. Só depois é que houve toda uma Lisboa a falar sobre esta música. Se fosse algo que tivesse acontecido em 2006 ou 2007, muitos dos miúdos hoje não estavam a fazer música. Olhavam mais para os números do que para a paixão pela música. Deu tempo para que eu, o Nervoso e outros pioneiros do movimento tivéssemos a oportunidade de pensar em formar uma estrutura para que a música tivesse peso. As novas gerações olham para nós como referências e não se perdem logo no primeiro momento de fama. Isso foi fixe.

Quando não estás na Quinta do Mocho, por onde é que costumas andar?
Eish!

Acredito que seja um pouco por todo o mundo. Mas quais são os locais que têm sido mais frequentes na tua agenda?
Este ano já estive em África duas vezes, no Quénia e Angola. Europa é a minha hometown. [risos] Estou a ver se vou aos Estados Unidos da América. À Ásia não sei se vou, está difícil.

Qual é a zona do globo em que sentes que és mais bem recebido?
Em todo o lado. A coisa mais espantosa, que eu noto nos artistas da Príncipe, é que que as pessoas percebem a mensagem. Desde os prints do Márcio Matos ao puto mais novo, que tem 16 anos e já editou um EP pela Príncipe. As pessoas percebem toda a história e toda a cronologia. Recebem cada artista de forma épica. Mas o local onde eu mais gosto de tocar é em Glasgow. Não te sei dizer porquê, só sei que aqueles gajos são doidos da cabeça. [risos] Já toquei em muitos sítios mas, sempre que vou a Glasgow, epá… Já lá toquei numa quinta-feira, numa quarta-feira, em qualquer dia da semana. E sempre que eu lá vou… É do caraças! O calor das pessoas. Elas vão lá mesmo para a festa! Com o Nigga Fox a mesma coisa, com o Firmeza, a Nídia… Quando lá vai um artista da Príncipe, a festa é rija!

É engraçado o contraste: uma sonoridade tão quente num país tão frio.
Ya. É fantástico. Adoro tocar em Glasgow. Gosto de tocar em Londres ou Nova Iorque, mas em Glasgow, sempre que vou, nem penso duas vezes. “Vamos fechar uma tour no Reino Unido e passamos por Glasgow”. Nem penso duas vezes. É muito reconfortante, sabes? Às vezes estás na estrada a tocar durante três ou seis meses sem parar um fim-de-semana em casa. Em Glasgow, as pessoas ficam todas à espera lá fora para te dar um abraço e dizer “eu vim cá ver-te outra vez e sempre que vieres eu volto”. São coisas que não têm preço. Se me disserem que me pagam apenas o voo para ir a Glasgow, eu vou. É fantástico o amor que nos dão em Glasgow. Não há preço para aquilo que me dão quando lá vou.

No teu SoundCloud, tenho notado que estás mais virado para as remisturas. É uma fase diferente que atravessas?
Não precisamente. São trabalhos que me dão gozo e experiência. Tentar perceber como é que será a minha abordagem a uma determinada música. Tem-me dado um gozo fantástico e tem-me feito crescer enquanto produtor. Agora vou começar a preparar o meu EP, com mais calma, depois de ter editado o Chapa Quente há dois anos. Agora tenho um estúdio com as condições ideais para trabalhar a minha música. Vou poder preparar um EP melhor e mais maduro.

Arranjaste máquinas novas? Softwares novos?
Tenho tudo o que eu sonhava ter quando era puto e não podia. Tenho três monitores de referência, um subwoofer, um computador novo, bons teclados, máquinas, VSTs, samplers de um terabyte… Tudo coisas dadas pelas marcas. Há coisas que te vão acontecendo e que tu não percebes. Mas depois penso “trabalhei estes anos todos até as pessoas perceberem o que eu estava a fazer”. Agora todo o mundo está com os olhos postos em nós. As pessoas acreditam nesta música. Sentem, dançam, compram os discos. Isso acaba por gerar um retorno financeiro. Posso ter material que eu antes nem conhecia, mostrado por um amigo ou outro. Por exemplo, tenho um amigo que agora está por cá e disse-me “compra esta placa de som, que é boa”. E é verdade. Eu ia comprar uma mais barata e ele disse “não, a que tu vais comprar é top mas vai antes para esta, que te pode abrir portas para que, se um dia tu quiseres ir para as máquinas, possas trabalhar tudo em analógico.”

É algo que ambicionas? Fazer um trabalho só com máquinas, sem computador?
Sim. Eu comecei a fazer música apenas com o computador e quero ir também para o analógico. Quero experimentar o analógico. Perceber até onde é que o analógico vai e tirar o máximo proveito daquilo. O mesmo se aplica com o DJing. Comecei com o computador, com o programa PCDJ, duas pistas e uma mesa de mistura. Depois fui para os controladores — Traktor e outros programas. Agora estou nos CDJs. O próximo passo é o vinil. Tenho de experimentar tudo. Uma pessoa tem de ter noção de como é que isso funciona.

Sobre esse projecto de que falaste há pouco, tu já o estás a compor ou ainda estás a delinear ideias?
Ainda não. Quando eu te digo que não estou a fazer música, refiro-me a não estar a fazer música nova. Mas tenho muita música boa, da altura em que estava a fechar o Chapa Quente. É uma questão de eu me sentar e estruturar. Tenho projectos mais antigos que o Chapa Quente, que até tem uma história muito engraçada: é um projecto de 2008 e que em 2016 eu lhe dei uma nova roupagem. Como já trabalho há muito tempo e sempre com o mesmo programa de produção, os projectos é só arrastar e abrir. “Eu fiz isto. Esta é a minha base”. Então vou dar-lhe uma abordagem mais fresh.

Esse disco que dizes ter nos planos será uma nova edição pela Príncipe?
A Príncipe é a minha casa. É o meu porto seguro. Com todo o respeito que tenho pelas outras editoras, a Príncipe é como se fosse um filho. E o que é que fazemos a um filho? Alimentamo-lo. A Príncipe é isso para mim. Posso editar [por outra editora], como já editei. Tirei benefícios disso, de toda a internacionalização. Mas acredito que a Príncipe está cada vez mais coesa. A Nídia, Nigga Fox, Lilocox, Lycox, P. Adrix… Somos muitos. A marca Príncipe está a ser bem reconhecida. Já fomos a todos os continentes, já tocámos em todos os sítios que tínhamos para tocar. Agora é continuar a trabalhar.

Agora que falas na Nídia, lembrei-me que ela assinou uma das canções do ano passado para a Pitchfork, que entrou no disco da Fever Ray. Também estás a fazer alguma coisa nesse registo, a produzir para outros artistas?
Fechei uma co-produção com uma artista da Domino Records. Vai sair em breve. Só não saiu há mais tempo porque me atrasei a assinar o contrato [risos]. Foi bom. Fiz a co-produção de cinco faixas.

Podes revelar-nos de quem se trata?
É a Georgia, uma miúda nova. Vai bombar aquilo. [risos]

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Words by: Nathaniel Lewis

Until fairly recently, the Portuguese label Principé Discos wasn’t much of a household name outside certain dance music circles. That’s pretty understandable. Historically speaking, the label has primarily been referenced within the context of its role popularizing batida music, a frenetic hybrid genre combining traditional African rhythms with modern house and techno. Chances are if you weren’t into the sound, you probably had no idea of the label’s existence. While Principé has held a reputation for consistently great dance releases since 2012, the last few years have seen the label stretch its tentacles into indie and synthpop domains. Thom Yorke has routinely featured DJ Marfox in his DJ sets and just last year Fever Ray tapped Nidia for help in crafting Plunge’s arresting centerpiece ‘IDK About You’. With Principés most recent release, Niagara’s Apologia looks beyond the confines of batida and explores digital landscapes that blend the organic and ancient with the cerebral and futuristic.

As a full band, Niagara already distinguishes itself from their labelmates. A collaborative process, the trio builds psychedelic arrangements from crystalline synth arpeggios and rigid MIDI melodies. Tracks such as ‘França’ and ‘6:30’ have a decidedly analog sound with out-of-sync loops cycling through a wilderness of squelches, distorted vocals, and glissando harp strums. The serene ‘Senhora Do Cabo’ drifts through the same ruins where Richard D. James crafted his SAW series with sub-arctic synth pads and an ocean of reverb. While Principé’s more dance-music focussed releases use percussion to enforce an animated and rickety foundation of rhythm, Niagara employs congas and marimbas in a manner more in-line with a wind-chime; sparse, accidental, and melodic. As a result, the album is simultaneously painstakingly refined and feral, using traditional instrumentation but filtered through plasticky audio workstations of a Fairlight synthesizer.

In summary, and as a last-ditch attempt to bypass all the music-nerd jargon above, Niagara’s Apologia is the sound of Steve Reich tossing Dino Dino Jungle into a blender and washing it down with some cough syrup. I’m into it.

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Pistes en diffusion : 2 / 3 / 8
Commentaire :
Officiant depuis le début des années 2010 sur leur propre label Ascender ainsi qu’au sein de la fameuse écurie lisboète Principe Discos, le trio portugais Niagara (ancun lien!) propose une musique électronique singulière, à l’esthétique DIY néanmoins bien plus riche et aboutie que nombre de grosses productions du genre. Mais de quel genre de son s’agit-il donc ? Épineuse question à laquelle on pourrait répondre “outernational transe synthétique”, mais ce ne serait là qu’une tentative bien maladroite et réductrice de circonscrire un objet musical dont le profond magnétisme qu’il dégage tient avant tout à une réelle liberté formelle n’oubliant pas (et c’est bien là essentiel) l’auditeur/danseur.

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Words by: April Clare Welsh

Niagara
Apologia
(Principe)

Tuning into a new age frequency that’s even weirder than their previous excursions, Niagara’s first full-length takes its cue from Portugal’s unique experimental lineage as well as the trio’s self-styled “fourth world plus” sound. Awash with kosmische abstractions and Blade Runner-inspired synths, the album is a psychotropic mishmash of acoustic meets electronic and ancient meets sci-fi, with glissandi-enhanced odyssey ‘Franca’ and marimba-led ‘Damasco’ proving particular highlights. As the band note: “You can hardly tell if this sounds like the future or some distant past”.

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Words by: Philip Sherburne

Over the past seven years, Lisbon label Príncipe has become closely aligned with the dynamic style known as batida, a homegrown hybrid of Afro-Lusophone diasporic sounds like kuduro, tarraxinha, and kizomba. A little like Chicago footwork, it has gained a global foothold despite marginalized origins, turning producers like DJ Marfox, Nídia, and DJ Nigga Fox into artists of worldwide renown. But Príncipe’s remit extends beyond batida: The label’s second release, issued the same year as DJ Marfox’s debut, came from Photonz, a techno producer with a soft spot for early-’90s trance. The Portuguese electronic trio Niagara soon stepped up with five tracks of wonky, lo-fi house music steeped in Italo disco.

Niagara put out another EP, Ímpar, in 2015—virtually the only non-batida release to appear on Príncipe in the years after the their label debut—and now they are back with their first full-length album. But something has changed in the past three years. Where the toe-scuffing Ímpar tipped its hat to Metro Area and DFA, Apologia finds them building out their own soundworld, one that has less to do with established categories than chasing hard-to-define moods.

As is the case with a lot of questing, imaginative electronic music from recent years—Jan Jelinek, Andrew Pekler, Visible Cloaks—it’s not always easy to tell if this stuff is old or new, or even its hemisphere of origin. Zigzagging synth arpeggios drizzle over rudimentary drum-machine grooves, and conga taps arrive with the slow, steady drip of a leaky faucet; out-of-phase patterns circle each other like a dog chasing its own tail. It’s rickety but beautiful, janky keyboards and intercepted radio signals shot through with stumbling thumb piano and graceful synth pads. With instrumentation heavy on hand percussion, harp-like glissandi, and other new-age trappings, a tropical vibe prevails.

Despite the relatively high humidity, Niagara don’t seem interested in standard-issue chillout. Unease lurks below the surface of their blissfully lopsided machine jams. In the opening “França,” a manic, distorted voice—like Donald Duck on a bender—cuts against placid chimes and rippling ride cymbals. On “6:30,” mismatched synth loops and a dully repetitive groove spin in wobbly circles, while pastel chords flare up in the background, cartoonish and wistful.

Niagara find a certain strength in withholding. Many tracks feel like they could kick off at any moment; throw in a heavy bass drum, and you could confuse them for nightclub barnstormers. But the trio seems to realize that to lean too hard on the drums would be to overwhelm the music’s intricate architecture of interconnected loops. Take “Momento Braga,” in which screen-door squeak, pinball ping, R2-D2 chirps, and earthy marimba weave together seamlessly and glisten in midair, like a spiderweb. An echoing voice bobs at the center of it all, something caught within the song’s sticky matrix.

The most captivating material verges upon pure ambient. That goes for the beat-less “Senhora do Cabo,” just two synth chords drifting above vaporous tones, and the pulse-heavy “Damasco,” where a lilting synth lead trips over leathery congas. It has rhythm but no real forward motion, spinning in place like a mobile. “Via Garibaldi,” a bonus cut not included on the vinyl edition, pairs the tape-delayed synths of Aphex Twin’s Selected Ambient Works Vol. II with a ring-modulated voice that sounds like a garbled radio transmission snagged straight from space. (There are four such bonus tracks, and they are among the best here; choose your format wisely.) “O Astro,” another bonus, might be a field recording played back on a malfunctioning reel-to-reel deck.

Niagara’s resourcefulness suggests a castaway’s ingenuity, using unconventional techniques to unlock new territories. Cobbled together out of ethnographic recordings, distant shortwave signals, and idiosyncratic synths, Apologia sets its sights on an elusive state of transcendence. Consider it an escape vehicle to spirit listeners away from the failures of what more efficient, more expensive methods of music-making have wrought.

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