Words by Xlr8r staff

Since the beginning of the decade, Príncipe Discos have been representing the Lisbon area’s dance music styles—batida, kizomba, kuduro, tarraxo, tarraxinha—with records and parties and its artists touring the world. With Firma do Txiga released in June and DJ Lycox’s and Nídia Minaj’s excellent LPs after, Príncipe remains wonderfully relevant and explosive to the global dance scene. The beautifully presented three 7” disc release with a hand-painted sleeve features the music of K30, NinOo, and Puto Anderson, members of the Come Close crew, and runs from wistful tarraxinha to breakneck joyful hellfire that makes techno sound conservative.

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Nídia é Má, Nídia é Fudida” is up on #6 at this Rolling Stone year end list

Words by Charles Aaron

Lisbon-born, Bordeaux-based DJ/bedroom producer Nídia Sukulbembe, formerly known as Nídia Minaj, is a prodigious avatar of batida, the latest mutation of sweat-beading-on-your-synths dance music pinballing out of Portugal and across the Afro-diaspora. Her second album’s title roughly translates as “Nídia is Bad, Nídia is Dope,” and opening track “Muihier Profissional” is a controlled rat-a-tat fanfare announcing her as all of the above. Frantically giddy like splintered reggaeton, Nidia’s syncopated bursts come at you fast, but so does her emotional core. On “I Miss My Ghetto” (specifically, Lisbon’s Vale De Amoreira neighborhood), she splashes a vocal hiccup across mournful piano chords and digitally scrambled congas to create an eerie, time-shift effect like Chicago footwork. Nídia’s ability to deftly fracture global dance styles into glowing postcards is her unique gift to the world.

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Dj Lycox‘s mix for Crack Magazine is one of the year’s finest according to FACT Magazine

Words by April Clare Welsh

DJ Lycox came through as a late contender for Príncipe Discos best release of 2017 with his debut solo album, Sonhos & Pesadelos. To celebrate the LP’s arrival last month, the Portugal-born, Paris-based producer turned in a short, sharp no-frills mix for Crack that blends Afro-house bangers like Os Moikanos’ ‘Ninguém Foge’ with instrumental grime-sounding excursions and uplifting trance synths. A highly hypnotic mix to help you to focus…

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Texto: João Moço

Há três anos, Ivan Martins, mais conhecido como DJ Lycox, com apenas 16 anos já tinha o nome gravado numa das edições da Príncipe Discos. Mais precisamente no sexto disco da editora que mais tem feito pela divulgação da produção musical dos bairros periféricos de Lisboa e que há muito conquistou os palcos internacionais: Tá Tipo já não Vamos Morrer, do coletivo Tia Maria Produções. Lycox edita agora o seu primeiro disco em nome próprio, Sonhos & Pesadelos, que mostra como é um talento único nesta nova geração de produtores que transformam o kuduro (e outras músicas) em algo dificilmente catalogável.

Tinha apenas 11 anos quando começou a fazer música, conta ao DN, motivado então pelos instrumentais do DJ Edifox. “Para mim, naquela altura, ele era como uma fonte de inspiração”. Cinco anos depois estava a editar pela Príncipe. “Tudo isso começou em 2015, quando o Márcio [Matos, um dos fundadores da editora] me contactou. Estivemos a conversar, mas na altura eu ainda era menor de idade e não tinha nenhuma ideia do que era uma casa de discos”. Estavam dados os primeiros passos. “Não imaginava de todo [que viria a editar]. Naquela altura só pensava mesmo em fazer música”.

Os temas que editou como membro do coletivo Tia Maria Produções denotam uma sensibilidade melódica que no novo Sonhos & Pesadelos sai ainda mais apurada, como prova o quase romântico (no melhor sentido do termo) Solteiro, o primeiro tema retirado deste disco.

A música de DJ Lycox espelha uma liberdade, não só musical mas também de espírito: “É difícil dizer o que penso quando estou a produzir. Apesar de o meu corpo estar no quarto, a minha mente viaja bem longe. É como se estivesse num universo onde só estou eu e a minha música”. Um percurso feito a partir dos subúrbios de Paris, para onde se mudou com a família no início da adolescência.

Apesar de nos primeiros tempos a adaptação à cidade ter sido “um bocado difícil”, hoje percebe como essa realidade marca a sua música. “Aqui convivo muito com senegaleses, malianos e, sobretudo, congoleses, e é daí que, por vezes, puxo aquelas percussões meio maradas, estilo coupé-decalé [estilo proveniente da diáspora da Costa do Marfim em Paris]”, diz. Sonhos & Pesadelos, espelho do seu “estilo de vida” e das situações que lhe “trouxeram muita alegria e tristeza”, é o início de um percurso que tem tudo para continuar a mostrar a riqueza inesgotável desta música.

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Words by Colin Joyce

The Lisbon label Principe Discos has been an essential documentarian of an overlapping series of sounds and styles of contorted dance music issuing from the neighborhoods surrounding the city. But even in their vast catalog of high energy gems, there’s little exactly like the new record by the Bordeaux transplant Nídia. Wrapping together her history as a dancer in Lisbon’s kuduro scene and her affinity for off-kilter rhythms, Nídia é Ma, Nídia é Fudida moves with a wonderfully herky locomotion. Listening to tracks like “Underground,” with its slot-machine synth sounds, muted guitar samples and stuttering drums, is a bit like watching someone try to footwork on a set of stilts—even when it’s not exactly pretty, you can sense what a feat it is that they’re still upright at all.

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